Café Dostoiévski

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Quarta-feira, Setembro 24, 2003
A formiga trabalha sob música da cigarra A vadiagem que faz de você livre é a mesma que te amarra Queria o hoje como foi no dia de ontem... De ficar aqui pensando coisas que não vou fazer. E com meu olhar de ressaca no horizonte, não procuraria nada, não me importaria em saber. Minha vista ficaria cansada. Minha infância, amanhecer Quero o hoje Como será no amanhã... De não pensar em coisas que não fiz. e se for pra eu ter que olhar pra trás que seja então algum chamado que não ouvi ou um sorriso que esqueci Quis o hoje assim por todos os dias... As palavras vagas que anoto num papel são frustrações e vontades minhas: Olho pela janela, num vôo penso em partir. Olho aves no céu, inveja sinto delas que têm pra onde ir
Bebido por... [Flaming] às 3:09 AM
Segunda-feira, Setembro 22, 2003
Os melhores shows que eu já assisti foram em Curitiba, e esses dias mesmo eu estava comentando com amigos que há tempos não aparecia nenhum show tesão para ver lá, quando vi a notícia do show do Deep calei minha boca, mas agora solto meus dedos no teclado para protestar contra este comportamento de uma cidade que pretende ostentar o título de Capital Americana da Cultura. Ainda estou chocado com o cancelamento do show do Deep Purple, isso porque infelizmente (felizmente agora) eu nem ía, mas achei uma total falta de consideração com aqueles que estavam ansiosos para isso. O show, que inicialmente foi marcado para a pedreira Paulo Leminski, foi mudado depois, e em cima da hora os bombeiros "descobriram" que o local era impróprio. Daí vem o blá-blá-blá de que isso é para a segurança dos que estariam presentes, mas precisava ser em cima da hora? Aposto que se perguntasse para os que compraram o ingresso se eles assistiriam ao show sabendo que íam morrer depois, a maioria nem se preocuparia, pois esperaram a vida toda para ver esse show. Mas não posso deixar de imaginar a ironia: o local pegando fogo bem durante a música "Smoke in the water". Pra mim tem algo mais por trás desta história mas eu não vou me aprofundar. Vi uma matéria site Tudo Paraná a respeito do escritor Alexandre Soares Silva e fiquei muito impressionado. Dizem que ele costuma estar aí pela net, mas eu não sou um navegador profissional, por isso ainda não descobri onde. O texto fala sobre o livro, lançado pela Editora Beca, chamado "A coisa não-Deus". Vi alguns pedaços do livro na matéria, o que, se eu tivesse dinheiro, teria me levado a comprá-lo. Clique aqui para ver a reportagem na íntegra. Eu vi um link lá no O Monoglota sobre um jogo massa de raciocínio. Uma família, composta pelo pai a mãe e dois casais de filhos, mais um policial e um bandido têm que atravessar um rio em uma canoa em que só cabem duas pessoas de cada vez. As únicas pessoas capazes de guiar a canoa são o pai, a mãe e o policial, mas você não pode deixar o bandido sozinho com nenhum dos integrantes da família, nem a mãe sozinha com os filhos ou o pai sozinho com as filhas. Para por alguém na canoa é só clicar nele, e para fazer o barco atravessar é só clicar na alavanca. Para jogar clique aqui, e se divirta se sua cabeça não explodir. Agonia de um Filósofo Augusto dos Anjos Consulto o Phtah-Hotep. Leio o obsoleto Rig-Veda. E, ante obras tais, me não consolo... O Inconsciente me assombra e eu nele rolo Com a eólica fúria do harmatã inquieto! Assisto agora à morte de um inseto!... Ah! todos os fenômenos do solo Parecem realizar de pólo a pólo O ideal de Anaximandro de Mileto! No hierático areópago heterogêneo Das idéias, percorro como um gênio Desde a alma de Haeckel à alma cenobial!... Rasgo dos mundos o velário espesso; E em tudo, igual a Goethe, reconheço O império da substância universal! Mais poesias de Augusto dos Anjos clique aqui.
Bebido por... [Dostoiévski] às 5:01 AM
Sexta-feira, Setembro 19, 2003
As luzes se acendem, As cortinas se abrem E todos olham-no. É a sua vez. Ele fecha os olhos. Ora em silêncio, Respira profundamente Sorvendo coragem. Todos olham-no Esperando sua ação. E que cada gesto seu Possa surpreendê-los. Todos aguardam pelo final Atentos à cortina Que virá preceder O último grande ato. As luzes se acendem, As cortinas se abrem E todos olham-no. É a sua chance. Ele fecha os olhos, Ora em silêncio Empunhando a espada Conforme seu mestre ensinou. Todos olham-no Esperando sua ação. E com um singelo gesto, Sangue pela lâmina. Todos pasmos com o final Não notam a cortina. Mergulhados em seus pensamentos Ou no sangue pelo chão.
Bebido por... [Dostoiévski] às 4:51 AM
Quarta-feira, Setembro 17, 2003
Hoje terminei o sexto livros de poemas no blog. Felizmente ontem tive o maior números de pages views desde que instalei as estatísticas. Apesar dos poucos comentários, tem alguém vendo meu trabalho, que não tem sido pouco. Porém divertido! Nada como ser louco!!!
Bebido por... [Dostoiévski] às 5:07 AM
Terça-feira, Setembro 16, 2003
Bebido por... [Dostoiévski] às 7:19 AM
Sexta-feira, Setembro 12, 2003
Meu PC acabou de ser trazido de volta para casa depois de passar algumas solitárias madrugadas no conserto. Mais novidades durante a madrugada.
Bebido por... [Dostoiévski] às 1:46 PM
Segunda-feira, Setembro 08, 2003
Hoje pensei que eu existia Mas era só um pensamento Que logo morreu. Últimos Awards: Desculpem-me pelo fato de não ter respondido os últimos comentários, é que se já não bastasse os vírus virtuais que vitimam meu computador, os vírus reais me tomaram como refém. Tudo isso veio em códigos, mas nem adianta tentar ler a mensagem de trás para frente. Assim que eu voltar à consciência do plano em que habito, eu dou sinal de vida.
Bebido por... [Dostoiévski] às 7:11 AM
Terça-feira, Setembro 02, 2003
Tudo que eu faço vem de tudo que eu penso. Todos os meus atos se repetem pelo tempo, Refletindo que a vida é uma esfera a girar, Dando voltas pelo mundo esperando não parar. Suas voltas sem sentido são sentidas no viver. Mudanças de caminho já não posso mais prever. Eternamente fui escravo do poder, tempo e dinheiro. Nunca tive em minhas mãos minha vida por inteiro. Massacrado. Excluído pelo ódio. Entrego-me ao sabor do ópio. E durante um momento Não mais tenho sentimento. As coisas que eu faço já não penso com razão. Meus atos são reflexos de uma livre ilusão. O mundo é uma esfera que gira solitária. Lento é o tempo nesta vida imaginária.
Bebido por... [Dostoiévski] às 5:41 AM
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