|
Domingo, Agosto 29, 2004
![]() Durante as últimas semanas nada falei sobre Olimpíadas, mas acho que hoje é o dia. Nada sobre a realização da superação dos limites humanos, mas sobre o que é ser um participante brasileiro nas Olimpíadas.
Para mim ficou claro nesta Olimpíadas como o Brasil tem ótimos atletas nas mais diversas categorias, mas que a falta de patrocínio para participar mais freqüentemente de competições internacionais, às vezes até mesmo nacionais, a falta de suporte nos momentos de pressão, e todos os obstáculos que a comitiva brasileira teve que enfrentar. Contudo, em cada momento que se via uma competição em que estava um brasileiro, um vizinho, um amigo, um tio, um filho de alguém, tal qual Atlas, carregando sobre si um mundo de expectativas, já os tornou campeões. Foram dez emocionantes medalhas, e muitas outras lutas, em que mesmo não ganhando os aletas superaram expectativas. Mas cultura brasileira é cheia de fatos inexplicáveis, assim como o destino de nossos atletas. É o caso de Vanderlei Lima, maratonista brasileiro que, liderando a maratona, é agarrado por um homem fantasiado, que invadiu a rua e o arrastou em direção ao público. O irlandês foi rapidamente detido pelos policiais e expectadores, mas o Vanderlei, natural do estado do Paraná, demorou cerca de 20 segundos para se livrar do invasor e retornou abalado para a rua. O manifestante foi o mesmo que invadiu a pista de Silverstone, no final do GP da Inglaterra de F-1 de 2003. Vanderlei acabou sendo passado por um italiano e um estadunidense alguns minutos depois, chegou em terceiro e ficou com a medalha de bronze. Na cerimônia de encerramento, enquanto tocava o hino italiano, eu ouvia o hino brasileiro, tanto o presidente do COI como da Federação Internacional de Atletismo, cumprimentaram Vanderlei Lima com um abraço contido e algumas frases, e os outros com um formal aperto de mão. Com muita festa, todos se despediram da Grécia, casa dos jogos olímpicos, para se encontrarem novamente na China em 2008, e até lá nós esperamos que mude muita coisa, principalmente por aqui.
Sábado, Agosto 28, 2004
João Guimarães Rosa O rio nasce toda a vida. Dá-se ao mar a alma vivida. A água amadurecida, a face ida. O rio sempre renasce. A morte é vida. Eu estava ali, cheio de mente, nas margens do meu mar de morte, morada de ninguém; apenas minha? Sei: Agudos os ossos da alma. E toda beleza é distante. Só o túmulo obedece. Todo ídolo é tentativa de deter o tempo. Adquirido no blog Sangue Sábio.
Quinta-feira, Agosto 26, 2004
Segunda-feira, Agosto 23, 2004
Domingo, Agosto 22, 2004
Felipe Biglia Podia ter ficado no passado E quem sabe até ter sido rei. Mas agora, mesmo estando aqui, Posso ser rei a meu modo. Tá na hora de fecharmos o negócio. Faça a chamada imediatamente. Disseram que o problema é nosso. Na verdade, o problema é meu. Não deve haver perdão! Espero não estar errado. Eu não diria isso. Se quiser viver tem que ajudar. Nunca amei ninguém como eu amo você. Ele morreu na sua frente. Você olhou! Mesmo assim, por quê me ajudou? Sua liberdade em troca de quê? Se desfilas sobre passarelas de nuvens. Sob os quentes olhares do holofote solar. Seus pés nus passeiam num tapete celeste Dançando conforme o bater do meu coração.
Terça-feira, Agosto 17, 2004
![]() É feito um grande esforço para que todos os setores se organizem para tratar o lixo. No entanto, a minoria privilegiada por este sistema de distribuição de renda é continuamente estimulada para aumentar o consumo e o abismo somente se aprofunda.
Em que medida não colaboramos em perpetuar esta situação? Uma parte fica com o bolo e a outra tem que mascarar o prato sujo. Clique na imagem para saber mais sobre reciclagem. Momento Cultural: Você sabia que o Mar Morto foi assassinado pelo Oceano Pacífico!
Segunda-feira, Agosto 16, 2004
![]() Estava pesquisando sobre café, e acabei encontrando este site, falando sobre o show do Shaman, no Planeta Beer, em Ponta Grossa/PR, em 25/08/2002. E tomado pela nostalgia resolvi fazer este post.
Quem tiver a capacidade de distinguir alguém dentre um monte de cabeludos vestindo preto em um local com baixa iluminação, consegue me enxergar aí no meio da galera. Set List: - Ancient Winds - Here I Am - Distant Thunder - Time Will Come - For Tomorrow - Wings Of Reality - Lisbon - SOLO Hugo Mariutti - Instrumental - SOLO Ricardo Confessori - Blind Spell - Over Your Head - SOLO Andre Matos - Fairy Tale - Pride - Ritual - Burn (Deep Purple) [quase tive um treco de tanto agitar] - Living For The Night (Viper) [tive um treco e gastei um isqueiro inteiro durante a música, já que em todos os shows do Angra que eu fui eu esperava ouvir esta música, e finalmente....] - Unfinished Allegro - Carry On - Painkiller (Judas Priest) [sem fôlego tentando cantar igual ao Rob Halford] - Encerramento com "II Renaissance" (in: "Lasting Child")
Sexta-feira, Agosto 13, 2004
Flaming ouço um grito que ecoa por toda a cidade grito de horror que desperta em mim curiosidade próximo da janela ouço agora um intervalo e depois mais outro foi ali perto que desespero que será que tá acontecendo? será coisa de alma penada? será coisa da minha mente? que aflige tal criatura? viva ou morta que será que me puxa até a porta? giro a maçaneta e algo me paralisa alguém com um corte na barriga alguém com roupas minhas com minha coragem estampada no rosto meu mesmo olhar oblíquo e curioso e abaixo vejo expostas suas víceras horror seria se não começo a compreender o fato vendo aquele corpo sem vida, sou eu ali deitado
Quarta-feira, Agosto 11, 2004
O melhor da liberdade de opinião é que ela inclui a opção de simplesmente não opinar.
Terça-feira, Agosto 10, 2004
A Casa Branca Nau Preta Álvaro de Campos (pseudônimo de Fernando Pessoa) Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se... Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro... Não existe manhã para o meu torpor nesta hora... Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim... Há uma interrupção lateral na minha consciência... Continuam encostadas as portas da janela desta tarde Apesar de as janelas estarem abertas de par em par... Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo, E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma... Quem dera que houvesse Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois... Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem... A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar Dói-me por detrás das costas da minha consciência de sentir... As naus seguiram, Seguiram viagem não sei em que dia escondido, E a rota que devem seguir estava escrita nos ritmos, Os ritmos perdidos das canções mortas do marinheiro de sonho... Árvores paradas da quinta, vistas através da janela, Árvores estranhas a mim a um ponto inconcebível à consciência de as estar vendo, Árvores iguais todas a não serem mais que eu vê-las, Não poder eu fazer qualquer coisa gênero haver árvores que deixasse de doer, Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá. E poder levantar-me desta poltrona deixando os sonhos no chão... Que sonhos? ... Eu não sei se sonhei ... Que naus partiram, para onde? Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteira Naus partem ¿ naus não, barcos, mas as naus estão em mim, E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta, Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta, E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida... Quem pôs as formas das árvores dentro da existência das árvores? Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer? Onde tenho o meu pensamento que me dói estar sem ele, Sentir sem auxílio de poder para quando quiser, e o mar alto E a última viagem, sempre para lá, das naus a subir... Não há, substância de pensamento na matéria de alma com que penso ... Há só janelas abertas de par em par encostadas por causa do calor que já não faz, E o quintal cheio de luz sem luz agora ainda-agora, e eu. Na vidraça aberta, fronteira ao ângulo com que o meu olhar a colhe A casa branca distante onde mora... Fecho o olhar... E os meus olhos fitos na casa branca sem a ver São outros olhos vendo sem estar fitos nela a nau que se afasta. E eu, parado, mole, adormecido, Tenho o mar embalando-me e sofro... Aos próprios palácios distantes a nau que penso não leva. As escadas dando sobre o mar inatingível ela não alberga. Aos jardins maravilhosos nas ilhas inexplícitas não deixa. Tudo perde o sentido com que o abrigo em meu pórtico E o mar entra por os meus olhos o pórtico cessando. Caia a noite, não caia a noite, que importa a candeia Por acender nas casas que não vejo na encosta e eu lá? Úmida sombra nos sons do tanque noturna sem lua, as rãs rangem, Coaxar tarde no vale, porque tudo é vale onde o som dói. Milagre do aparecimento da Senhora das Angústias aos loucos, Maravilha do enegrecimento do punhal tirado para os atos, Os olhos fechados, a cabeça pendida contra a coluna certa, E o mundo para além dos vitrais paisagem sem ruínas... A casa branca nau preta... Felicidade na Austrália...
Domingo, Agosto 08, 2004
Silas Correa Leite A Magia do Olhar, como a tela identifica Tem um prisma singular, uma veia lírica A Magia do Olhar, que uma artista pinta Tem um olho, um mar, e o correr da tinta A Magia do Olhar, pelo que significa É a arte de criar, o céu de uma alma rica A Magia do Olhar, feito luva de pelica Na arte de pintar, um véu desmistifica A Magia do Olhar, como um veio trinca A mão a depurar cores que a mente finca A Magia do Olhar, que na tela grita Os polimentos que o ar, nas doces cores filtra A Magia do Olhar, a pintura onírica A mulher a se dar, na pintura cíclica A Magia do Olhar, aquarela íntima O espírito a voar, e no pincel a mística .......................................................... A Magia do Olhar, prisma de artista Colorindo o lugar, em que orna a vista A Magia do Olhar - a alma que respira Tabuleiro, hangar: ouro incenso e mirra.
Sábado, Agosto 07, 2004
Pablo Biglia
Domingo, Agosto 01, 2004
Nada será como antes depois de amanhã Felipe Biglia Algumas linhas é tudo o que eu preciso Na tentativa de externar as sutis diferenças de pensamento. O mal que nos ensina sobre o bem, As mentiras que nos guiam a verdade. O branco da guerra e o vermelho da paixão. A desesperada necessidade de inércia. Nova morte, nova vida Para ver o já visto e dormir quando preciso. A leitura dos gestos entre palavras sem sentido. Sentindo medo para não ser obrigado a julgar, Sugar o sangue jugular e ver a vítima se debater. Se ater a sonhar acreditando acordar. Vulgaridades vitoriosas vaidosamente vagando. Acho que morri mas ninguém percebeu. O tempo correu e a água passou Porém meu pensamento não os acompanhou. Quem sabe a idade em que a sagacidade aflorou, E sem engôdos para sedar o que foi que sobrou? Tantas palavras e tanta confusão. Mais e mais reclamação sem nenhuma conclusão. Mesmo tão longe mal começamos. Tão concentrados a ponto de esquecer o papel representado. Sem iniciativa nem sequer perspectiva. O que será do futuro, Se as visões não passam de ilusões. A mediocridade nossa de cada dia Já não chega a ser suficiente. Época de extremismos violentos e modismos insossos. A letra que mata, a verdade que sufoca, A razão que enlouquece como a corda que enforca. A depressão que seduz Àquele que os holofotes reduz. Somente a vitória de quem deduz Que o fim está mais próximo do que parece.
|
Balcão
Cafés servidos
Clique aqui se você não está visualizando o menu esquerdo. Links
![]()
Campanhas
![]()
Bate-Papo
Seriados-TV® Horóscopo...
Touro Gêmeos Câncer Leão Virgem Libra Escorpião Sagitário Capricórnio Aquário Peixes
Blogs Indicados
A Criatura e a Moça Allons Enfants Arquiteto do Universo Blog da Bruxinha Blog de uma Cucaracha Blog do Cético Da cegueira que nos acomete Chorão Clarissa Ervilhas Dureza Extravagâncias Intencionais Jopliana Lágrimas de uma Adolescente La Sorcière de L'Amour la vie en rose... Mão Cósmica Milton Ribeiro Na Terra do Nunca Omito, Lógico! O Monoglota On the Ledge Ópio O que não me mata, torna-me mais forte! Pablo HP Paxil Rosa °o.O Poièsis O.o° Sangue Sábio Simples Coisas da Vida The Fairy Tale Uma Aventura na África
|