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Sábado, Março 31, 2007
Mas alguém escuta... O Fator Guiana BRASÍLIA - Bush fez gestos de aproximação com os "amigos" dos EUA na América Latina, enquanto Chávez despeja milhões de dólares na Argentina, no Paraguai, na Bolívia e certamente o fará no Equador.
Isso cria, ou pelo menos projeta, uma divisão do continente em dois blocos, um pró-EUA (seja quem for o presidente) e outro pró-Chávez (mais do que pró-Venezuela). E aí entra um fator delicado: a Guiana. Na avaliação da inteligência militar brasileira, Chávez é tão direto no seu discurso belicoso contra Bush ("el diablo") porque precisa de um "inimigo externo" para mobilizar o patriotismo -ou o bolivarianismo- interno. Mas, se tentar passar da palavra à ação, não será contra Washington nem mesmo contra a vizinha Colômbia. E por que não contra a Guiana? Chávez está armando ostensivamente a Venezuela, recorrendo à Rússia como seu grande fornecedor, mas não tem, nem terá, munição (no sentido literal) para enfrentar o poderio bélico da maior potência econômica e militar do planeta, atacando Washington ou sua protegida Colômbia. Se quiser dar uma demonstração de força, poderá ser via indireta. A Guiana é um prato feito. O pretexto: a Venezuela reivindica até hoje cerca de 60% do território do vizinho. O motivo real: a Guiana recebe vultosas ajudas dos EUA (além do Canadá e do Reino Unido) e, em contrapartida, é generosa ao oferecer espaço e condições para treinos e operações militares americanas -bem ali, na fronteira com o Brasil e com a Venezuela. O Brasil não gosta e há anos observa. Chávez vai além -teme a possibilidade de uma base militar americana nas suas barbas. Estejam ou não delirando os estrategistas brasileiros, o fato é que Chávez tem dado demonstrações de que não está brincando. Qualquer que seja a brincadeira, o Brasil vai acabar metido nela, por ar, por terra, e não apenas pela diplomacia. Eliane Cantanhêde - FOLHA DE SÃO PAULO (SP) - 16/3/2007 Fora do Ar RIO DE JANEIRO - O controle remoto está cheio de canais de televisão municipais, estaduais, federais, judiciários, legislativos, educativos e culturais espalhados pelo Brasil, a um custo fabuloso. Quase todos são cabides de empregos, com programação pífia e audiências que somadas não chegam a um ponto de share. Dividindo as despesas pelo número de beneficiários, deve ser um dos custos per capita mais altos do mundo. Com os gastos para chegar a tão poucos espectadores, daria para lhes dar comida e computadores em vez de programas chatos. A maioria absoluta dos programas desses canais poderia dispensar as antenas e ser apresentada em circuito fechado aos seus escassos espectadores, num bar ou num ônibus. Sairia mais barato do que colocar no ar. É ótimo para a democracia que se possam acompanhar as sessões da Câmara e do Senado. Mas ninguém precisa das "programações culturais", ou pior, "jornalísticas", desses canais que só se vêem quando pega fogo o circo das CPIs. Quando o governo, qualquer governo, desde os militares, fala em rede pública de TV, a idéia é sempre "oferecer opções" (as deles) ao público, dominado pelos interesses das TVs privadas, que só pensam em ganhar dinheiro. Os sábios acham que o povo é bobo e só vê Globo, Record, SBT e Band porque não tem nada melhor. Mas, quando essas mentes iluminadas se metem a dar "algo melhor" à massa, a audiência é traço. Mas a conta é alta, paga por todos nós. O custo previsto da RPTV, que certamente se multiplicará ao longo dos anos, é de R$ 250 milhões de nossos impostos, abrindo centenas de novos empregos públicos para amigos e correligionários que não conseguem trabalho em emissoras melhores. Mas para que serve mais uma TV que não se vê? Nelson Motta - FOLHA DE SÃO PAULO (SP) - 16/3/2007 Inteligência Brasileira QUAL É hoje a vocação maior do pensamento brasileiro? O caminho a evitar é o percorrido pelas ciências sociais e pelas humanidades nos países do Atlântico norte. Nas ciências sociais, a começar por economia, prevalece lá a racionalização do estabelecido: explicar o que existe de maneira a confirmar a necessidade, a naturalidade ou a superioridade das instituições estabelecidas e das soluções triunfantes. Nas disciplinas normativas -a filosofia política e a teoria jurídica-, a humanização do inevitável: a justificativa da redistribuição compensatória e da idealização do direito como meios para suavizar estruturas que não se sabe como reimaginar ou reconstruir. Nas humanidades, a fuga da vida prática: divagações e aventuras no campo da subjetividade, desligadas do enfrentamento da sociedade como ela é. As três tendências fingem brigar entre si. Aliam-se, contudo, na submissão à realidade atual. A mensagem é sempre a mesma: aceitar o existente, cantar acorrentado. Cortam o vínculo, indispensável à razão, entre o entendimento do existente e a imaginação do possível. No Brasil, estamos, em matéria de alta cultura, a reboque disso. A tendência racionalizadora predomina, feita, por sua vez, de três vertentes que confluíram para o mesmo fatalismo supersticioso. Um neomarxismo que perdeu confiança tanto em seus dogmas como em suas esperanças acabou como discurso para explicar por que nada muda no Brasil, a não ser para assegurar a impossibilidade da mudança. As ciências sociais americanas foram apropriadas para explicar que o Brasil precisa fazer o que lhe mandam fazer. E o velho determinismo culturalista de nossos ideólogos conservadores foi reanimado para enfeitar com folclore o receituário do conformismo e da falta de imaginação. Já passou da hora de jogar tudo isso fora. Para compreender nossa experiência nacional, temos de executar obra de pensamento de valor universal. Identificar as estruturas, de organização e de consciência, que moldam nossa vida nacional. Reconhecer-lhes ao mesmo tempo o peso e a contingência. Expor as contradições, as anomalias, as brechas que fornecem oportunidades transformadoras. Mostrar como nos podemos organizar para diminuir o poder do passado sobre o futuro e a necessidade da crise para a mudança. Dirão que nada disso pode acontecer no pensamento brasileiro antes de termos universidade séria e condições para o trabalho intelectual. Os renascimentos da inteligência, porém, nem sempre esperam os meios; às vezes os antecedem. É o espírito, escreveu Goethe, que faz o corpo. Roberto Mangabeira Unger - FOLHA DE SÃO PAULO (SP) - 20/3/2007 O Olhar Crítico Sobre o Brasil Domingo passado, participei de um seminário organizado pelo Jornal da Globo, sobre nossa vida de jornalistas, este "quarto poder" tão importante num país onde a crise cresce como um maremoto. No domingo, tentei abrir a alma e dizer o que penso da função crítica dos jornais e mídia eletrônica. Falei para jovens jornalistas e perguntei a eles: Sabemos que empresas querem lucro, profissionais querem viver, comer, aparecer, sim, mas, afinal, o que nos move? Que grão de esperança ou romantismo treme em nossos textos? Amor à pátria, esperança de harmonia, combate ao crime e à mentira? O quê? A imprensa democrática cumpre um papel imenso, nesse vazio reflexivo em que nos meteram há quatro séculos. Temos uma população mergulhada na ignorância e no acriticismo. A grande maioria é fácil de enganar; vejam as multidões de vítimas de evangélicos corruptos e os milhões de votos do neocabresto moderno: os "bolsistas da família". Nunca me esqueci da formulação de Brecht, o "efeito de estranhamento", ou seja, "ver por trás do familiar o que existe de estranho, desumano". Que fatos sinistros há embaixo dos fatos que nos parecem normais? Que doença se disfarça de saúde? Isso sempre me moveu, desde o Cinema Novo até hoje. Disse a eles, portanto, que a imprensa deve ser "crítica" em primeiro lugar. E "crítica" não quer dizer "ataque" ou "denúncia" apenas, mas, avaliação, busca de entendimento, que pode ir da mais amarela bile de ódio até propostas de positividade. Disse também a eles: tentemos a difícil tarefa de pensar sem ideologia. Isso. Entender os fatos sem um preconceito. O pensamento ideológico distorce a realidade para fazê-la caber num "a priori", numa certeza anterior ao fato. Dificílimo isso, pois somos todos seres "ideológicos". Se alguma forma de ideologia quer ter (para além de esquerda ou direita, essa velha dualidade) é procurar a presença do que é humanizante ou civilizatório, o que pode aumentar a qualidade da vida pessoal e do interesse público. Como dizia Marco Aurélio (não o Garcia nem o de Mello, claro, mas o imperador): "O que é bom para a abelha tem de ser bom para a colméia." Disse a eles que a denúncia pura no Brasil é muito fácil, porque há um excesso inacreditável de absurdos no dia-a-dia. Vivemos em um momento histórico em que tudo parece desabar, o que pode nos levar ao que os psiquiatras chamam de "delírio de ruína". Disse-lhes do meu medo de que a denúncia mecânica, o trágico espetacular, o horror como rotina pode ser até mais lucrativo para quem denuncia do que para quem o sofre. Acho que o catastrofismo beneficia o atraso e os reacionários, aqueles que vivem do erro nacional, dos buracos das instituições, da fraqueza de nossa formação. Falei que somos todos parte do "grande erro" e que devemos nos incluir no que criticamos. Há certos articulistas que se salvam do abismo, que falam como se não fizessem parte do País. Vivemos um momento perigosíssimo, com as velhas doenças brasileiras se agravando em ritmo veloz, diante da impotência dos poderes públicos. Os fatos estão cada vez mais além das interpretações, os crimes ocorrem numa velocidade de jatos e as formas de combatê-los se arrastam. Os criminosos da violência ou da corrupção já perceberam essa lentidão impotente e estão curtindo a anomia progressiva com o descaro de se saberem impunes. Esta espantosa crise institucional pode ameaçar a democracia, tão mal-entendida no País, como falou Sérgio Buarque. Há o perigo de contaminação pela estupidez populista dos países liderados pelo fascista Chávez, já que nada se resolve. Também falei que ficar na dualidade antiga e burra de esquerda x direita não esgota a análise dos fatos. O que nos paralisa não é a malignidade de grupos, mas velhos vícios endógenos, velhos vícios ibéricos que nos incluem e que nos impedem de progredir. Lembrei-lhes que nossas doenças são a corrupção endêmica, o burocratismo paralisante, o clientelismo cordial, o personalismo ridículo, o salvacionismo messiânico, o arcaísmo das leis, a ausência de noção de "república". O jornalismo tem de ser uma espécie de psicanálise de nossos vícios e não a mera procura de culpados. Também disse que, no seio do romantismo revolucionário dos anos 60, havia uma "finalidade" a se atingir, uma utopia que substituía o presente e o "possível" pelo imaginário. Esse pensamento mágico destrói a administração da vida real em nome de um futuro que não chega nunca. Hoje, temos de aceitar a impossibilidade de uma harmonia final. Nunca teremos um país perfeito, resolvido; nunca chegaremos "lá". Um dos "bons" (sic) legados da ditadura é que ela mostrou que o Brasil era muito mais complexo do que se pensava. O fracasso da esquerda em 64 e depois no suicídio da guerra urbana de 69 em diante mostraram o absurdo do voluntarismo burro da velha esquerda. Houve um real espasmo de democracia nos anos seguintes a 85, mesmo com as tragédias que começaram com a morte de Tancredo até a hiperinflação dos anos 80 até 94. Agora, estamos em uma fase em que o perigo é o eterno pêndulo entre liberalismo e Estado centralizador. Temos uma atávica fixação no Estado salvador. A complexidade lenta da democracia está a nos trazer saudades do simplismo velho de guerra. Na primeira fase da era-Lula, o petismo "corrupto-bolchevista" tentou tomar o Estado, mas, espantosamente, fomos salvos pelo Jefferson, com sua legitimidade de corrupto confesso. Agora, corremos o perigo do deslumbramento messiânico do Lula, achando que é um santo milagreiro. O perigo atual é o regressismo à burrice de quatro séculos. Aos poucos, o rabo do lagarto do atraso se recompõe. Com um leve sabor de sacrilégio, disse-lhes que só um "choque de capitalismo" poderá destruir o estamento patrimonialista que nos anestesia. Não adianta anunciar catástrofes; é preciso ensinar a população a se defender do Estado vampírico, do "Leviatã anêmico", como bem definiu Eduardo Gianetti da Fonseca. O resto - disse-lhes - é papo morto. Arnaldo Jabor - O ESTADO DE SÃO PAULO (SP) - 20/3/2007 Cidade Envenenada RIO DE JANEIRO - O governador Sérgio Cabral foi corajoso, mas tardio, ao abrir o debate sobre a descriminalização de drogas como fator de redução da violência carioca, que se origina no tráfico e atinge a imensa maioria dos que não vendem nem consomem. Só pagam a conta. Agora é tarde demais para o Rio. Com a legalização, eles não abririam lojinhas de doces. Seriam legiões de bandidos desempregados e armados descendo sobre a cidade indefesa. A falência do tráfico seria compensada com assaltos, seqüestros e arrastões. Ou pior. Na pacífica Amsterdam, que os holandeses temiam que se transformasse em uma cidade de drogados, dez anos depois da liberação, o site oficial da prefeitura registra que os 8% de consumidores habituais de 1996 se reduziram a 4% da população adulta. Aumento só de turistas, que a visitam como uma Disneylândia de doidões. No mesmo período, sob fogo cerrado da repressão, os consumidores ilegais nos Estados Unidos cresceram de 9% para 13%. Mas como explicar que Nova York, com seu poder econômico e seu consumo de drogas muito maior que o do Rio de Janeiro, tenha uma criminalidade muito menor? E como, apesar do tráfico, eles reduziram a corrupção policial, os assaltos e os assassinatos aos níveis dos anos 60? No Rio, a população está muito mais preocupada com a sua segurança e a de sua família do que se alguém está comprando ou vendendo maconha ou cocaína. Sem cinismo ou hipocrisia: faria muito mais sentido se a força policial estivesse protegendo os cidadãos nas ruas do que subindo morro atrás de vendedores e compradores de veneno. Se a guerra ao tráfico não fosse uma prioridade máxima, uma inútil obsessão, a polícia teria mais tempo, homens e armas para defender a população. Nelson Motta - FOLHA DE SÃO PAULO (SP) - 30/3/2007 ALERTA O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) obteve a aprovação da Assembléia Legislativa para envio de requerimento à CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), defendendo, de forma veemente, a não liberação do milho transgênico Lyberty Link (LL), da multinacional Bayer CropScience. Cheida explicou que há necessidade de que sejam realizados, e amplamente divulgados no Brasil, mais estudos sobre biossegurança. Os dados até agora apresentados são originários de outros países. Consideram, portanto, variáveis de clima, solo, regime de chuvas e pragas diferentes das condições brasileiras. A CTNBio vai proferir sua decisão nos dias 18 e 19 de abril. O completo teor dos pareceres enviados à CTNBio pelas multinacionais tem sido mantido em sigilo até agora. O Greenpeace solicitou e não recebeu completa a cópia do processo de liberação comercial do milho: faltaram 45 páginas que faziam menção à quantidade de agrotóxicos que chegará à mesa dos brasileiros. Para o médico e ambientalista Luiz Eduardo Cheida, presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia, o Brasil está prestes a servir de "boi de piranha" para a introdução do milho LL, já rejeitado em países da Europa. "Queremos cautela e transparência nesta análise", afirma, porque depois de liberado, o milho transgênico pode se alastrar rapidamente, já que a planta se reproduz pela polinização cruzada. A população pode se manifestar sobre a polêmica enviando e-mails à CTNBio, ou através do site do Greenpeace.
Sábado, Março 24, 2007
Apenas um vício natural. Eugenio Montale
1896-1981 - poeta italiano Manobrista O camarada arrumou um emprego de manobrista num restaurante. Logo chega o primeiro cliente para retirar o carro... - O celta preto... - Está sim, acho que vai chover!
Domingo, Março 18, 2007
Felipe Biglia Não penso em você. Você invade minha mente, Olha-me fixo, e seus olhos Afogam-me em esmeraldas. Encantado, Tive medo de jogar, Deixei de ganhar Com as cartas na mão. Batalho novamente Para encontrar a carta Que me dará a vitória: A Dama. Aquela que plantou meu coração Em estranho solo. Luto para o solo germinar. Penso para poder agir, Pois agi sem pensar. Deito. O som invade o ambiente. Tento dar forma a fumaça. Quem sabe seu rosto, Quem sabe seu corpo. Mas a fumaça se espalha; Como a minha esperança. Viro as cartas, Mas ainda dista A que pretendo encontrar Nas cartas da vida. Não liguem, é que eu andei jogando muito pôquer.
Quarta-feira, Março 14, 2007
"A história jamais perdoa a um homem, a um partido ou a uma Igreja o fato de ficarem atrasados em uma mutação."
(Roger Garaudy) DENDRÓLATRA: adj. e s. m., que ou quem pratica o culto das árvores. (Caso você não soubesse)
Terça-feira, Março 13, 2007
Um famoso repórter de televisão estava em Usbequistão, no meio de uma grande reportagem que falava sobre os costumes do local. De repente, ele se deparou com um velhinho e logo começou a entrevistá-lo:
- O senhor poderia me contar um fato de sua vida que jamais tenha se esquecido? - Um dia, há muito tempo, minha cabra se perdeu na montanha. Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura da cabra. Quando finalmente a encontramos, já de madrugada, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos transaram com a cabra, um por um. Foi uma cena inesquecível... - Meu senhor, sinto em lhe dizer que a emissora dificilmente levará ao ar essa declaração, então eu sugiro que o senhor conte uma outra história... Quem sabe se o senhor nos contasse uma história bem feliz... - Ok, também já vivi uma história muito feliz aqui... Um dia, a mulher do meu vizinho se perdeu na montanha. Como manda a nossa tradição, todos os homens da cidade se reuniram para beber e sair à procura da mulher. Quando finalmente a encontramos, bebemos mais uma dose e, como de costume, todos os homens da cidade transaram com a boazuda. Foi a maior diversão da minha vida! - Ok, vamos tentar mais uma vez: Será que o senhor não poderia nos contar uma história muito, muito triste? Então o velho homem abaixou a cabeça e, com os olhos cheios de lágrimas, começou: - Um dia, eu me perdi na montanha...
Domingo, Março 11, 2007
"OLHO VIVO E PÉ LIGEIRO!" Bandidos estão dando de 10 a 0 em criatividade em nós e na Polícia.
Vejam como o ladrão brasileiro é criativo: Você e seus amigos estão num bar, batendo papo, tomando uma cervejinha e se divertindo. De repente, chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, com placa tal, estacionado na rua tal, solicitando que o proprietário dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está dificultando a saída de outro carro. Você, bastante solícito, vai e, ao chegar ao seu carro, anunciam o assalto e levam seu carro e seus pertences. E ainda tem sorte se não levar um tiro... Numa mesma noite, o resgate da Polícia Militar atendeu três pessoas baleadas, todas envolvendo a mesma história. Alerte seus amigos...não custa nada prevenir, a solução em caso semelhante é não sair sozinho, chame alguns amigos para ir junto, e de longe verifique se é verdade.
Quarta-feira, Março 07, 2007
O falecido deputado Luiz Eduardo Magalhães (PFL-BA) presidia as sessões da Câmara com instantes de bom humor. Certa vez, ele se dirigiu assim ao deputado Fernando Gabeira (RJ), na época o único representante do PV:
- Deputado, use a palavra para orientar sua bancada! - Presidente - respondeu Gabeira - minha bancada sou apenas eu, uma pessoa muito dividida. Nem sempre posso me orientar bem.
Por: Malvados
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